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Maria
Alice nasceu em 1953 no Rio de Janeiro. Uma importante cura
recebida das plantas à tenra infância, marcou seu
interesse sempre crescente pelas ervas medicinais. Profissionalizou-se
na área de educação, tendo trabalhado com
projetos populares, atendendo a comunidades carentes. Nessa
trajetória, deparou-se, constantemente, com a precariedade
das condições de saúde dessas populações,
o que foi gerando nela a vontade de colocar seus conhecimentos
de educação à serviço da saúde
e da cura. |
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Foi
em 1977-79, na Guiné-Bissau, onde esteve lotada pelo Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUD,
que aconteceu o início dessa realização. Esteve
envolvida, enquanto educadora, em recenseamentos e programas de
atendimento à saúde e constatou que a medicina tradicional,
não conseguindo fazer face ao desafio das epidemias e doenças,
acabava sempre recorrendo aos curadores populares, erveiros, raizeiros
e rezadores. Desde então, vem se dedicando ao resgate do
saber popular sobre as plantas e processos naturais de cura. No
Rio de Janeiro, realizou projetos de educação-saúde
em algumas favelas: Morro São João (1982-83), Morro
do Encontro (1983-84), criando farmácias vivas (jardins medicinais),
cartilhas sobre a saúde do povo, etc. Nesse processo encontrou
também com um poderoso remédio do povo: a fé.
Partiu daí para firmar a sua própria fé, afastando-se
da cidade e indo buscar na natureza (das montanhas à floresta
amazônica) o mistério da cura pelas plantas. Em Galdinópolis,
Nova Friburgo (85-86) realizou pesquisa sobre ervas e remédios
da mata atlântica e dedicou-se ao atendimento de pessoas e
prática de tratamento com as plantas psicoativas na busca
de uma cura pessoal. Em Visconde de Mauá, Rio de Janeiro
(1987-88) tornou-se co-responsável pelo herbário "Flor
das Águas", incluindo cultivo, colheita, secagem e manipulação
de remédios. Aí também trabalhou em equipes
de médicos homeopatas e fitoterapeutas, em atendimentos e
curas de pacientes com enfermidades de natureza física e
mental.
Desde
1989, vive numa pequena comunidade no interior da Floresta Amazônica,
onde sua pesquisa vem se aprofundando tanto na área do conhecimento
do mistério das plantas, como no desenvolvimento das terapias
e processos de manipulação dos remédios. Seu
trabalho se estende também à área de educação
e saúde comunitárias, atuando com programas de aprendizes,
cursos e vivências, educação ambiental e preservação
florestal. Destaca-se entre essas ações, sua parceria
na pesquisa e produção do repertório de essências
vibracionais "Florais da Amazônia".
Dedica-se,
atualmente, à pesquisa da dinamização homeopática
de plantas amazônicas e sua experimentação,
no quadro de ações do Centro Medicina da Floresta.
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